NR 35 e Equipamentos de Segurança

Os equipamentos de segurança são estritamente necessários no trabalho em altura. Além disso, todos os colaboradores precisam estar familiarizados com o uso dos materiais. Existem os equipamentos de proteção individuais e os de proteção coletiva. A empresa é responsável por fornecer os dois para seus colaboradores. Da mesma forma, cabe a ela o treinamento necessário para que eles possam usá-lo. Aos colaboradores cabe o cumprimento das normas e diretrizes de segurança.  Quer saber mais sobre NR 35 e Equipamentos de Segurança? Continue lendo o artigo.

 

Quais são os EPI mais usados na NR 35?

NR 35 e Equipamentos de Segurança

 

Dentre os equipamentos de proteção individual (EPI’s) mais utilizados podemos listar:

 

  1. Capacete com jugular;
  2. Calçado de segurança;
  3. Cinto de segurança do tipo paraquedista com talabarte duplo ou em “Y” para todos serviços em altura que deve estar afixado em ponto de ancoragem resistente;
  4. Luvas de segurança;
  5. Linhas de vida;
  6. Óculos de proteção;
  7. Trava-quedas;
  8. Ferramentas individuais.

 

Dentre os equipamentos de proteção coletivos, podemos mencionar:

 

  1. Placas, cones e fitas de sinalização;
  2. Faixas de isolamento;
  3. Grade metálica dobrável;
  4. Guarda-corpo e rodapés;
  5. Tela protetora contra quedas;
  6. Corrimão;
  7. Escadas qualificadas para o trabalho específico;
  8. Andaimes;
  9. Plataformas de trabalho aéreo;
  10. Passarela para telhado;
  11. Ferramentas coletivas.

 

 Quais os principais EPI’s e EPC’s para o trabalho em altura com eletricidade?

 

Em relação a serviços elétricos, a NR-10 dispõe de uma série de requisitos que devem ser cumpridos. O objetivo é garantir condições mínimas de segurança a todos os colaboradores envolvidos. Os principais EPI’s para o trabalhador eletricista são:

 

  • Capacete de segurança classe B: o mais indicado para uso em trabalho com risco de choque elétrico;
  • Botina de segurança: é necessário que o responsável se certifique de que o calçado não tenha nenhum material metálico e que seja dielétrico (capaz de isolar a eletricidade);
  • Luva de Segurança: maior segurança durante manuseio em instalações e prestação de serviços com eletricidade. Pode ser necessária a utilização de duas luvas: a isolante de borracha e a de couro (sobreposta para proteger a integridade da luva isolante). Alguns exemplos: Luva Isolante de Borracha (proteção de mãos e braços); de couro para Proteção; Isolante; de proteção tipo condutiva (mais justa e protege apenas mãos e punhos);  e de vaqueta (segurança mecânica para luvas do tipo condutiva);
  • Manga Isolante de Borracha: protege os braços e proporciona maior segurança para exercer determinadas atividades onde o risco elétrico pode ser maior;
  • Cinto de Segurança: específico para proteger o trabalhador do risco de choque elétrico;
  • Protetor Facial Contra Arco Elétrico;
  • Vestimentas Especiais: Camisas e calças especiais contra agentes térmicos provenientes do arco elétrico.

 

É necessária atenção às especificações de cada equipamento e aos riscos ambientais ao exercer a atividade profissional.

 

 Os meios de acesso ao trabalho com eletricidade são comuns ao trabalho em altura?

 

Há muitos equipamentos comuns entre trabalho em altura e serviço com eletricidade. Até porque boa parte das atividades relacionadas à rede elétrica envolvem altura superior a 2 metros do solo. Por exemplo: cintos de segurança; elevador; capacetes; vestimenta própria; óculos e luvas; ferramentas; pantógrafos; entre outros.

 

 O que pode ser considerado trabalho em altura?

 

Conforme determinação da NR-35: trabalho em altura é toda e qualquer atividade laboral exercida acima de 2 metros do solo ou da base principal. Sempre com a ocorrência de riscos importantes à vida ou à integridade física do colaborador.

 

Nessa categoria pode-se incluir: operários da construção civil; pintores em geral; principalmente de prédios ou fachadas; funcionários que trabalham na montagem ou manutenção de outdoors; entre outros.

 

Homens trabalhando em altura

 

 Quais são as condições impeditivas para trabalho em altura?

 

Qualquer situação que aumente os riscos da atividade laboral, como por exemplo: na ocorrência de ventos com velocidade superior a 40 km/h, as atividades envolvendo corda devem ser interrompidas imediatamente. A retomada deve ser posterior a esse fator de risco. Outros fatores são: temperatura e pressão variáveis; chuvas e tempestades; ocorrência de relâmpagos; exposição solar; e condições meteorológicas em geral.

 

O que é a NR-06 diz sobre EPI e sua relação com trabalho em altura

 

Conforme classificação estabelecida pela Portaria SIT n° 787, de 29 de novembro de 2018, a NR-06 é uma norma especial que regulamenta a execução do trabalho com o uso de equipamento de proteção individual (EPI). Sem que necessariamente este ato esteja condicionado a setores ou atividades econômicas específicas.

 

A NR-06 é uma regulamentação complementar que versa não somente a segurança, mas também a medicina do trabalho. Ela estabelece as regras e obrigatoriedade do uso de equipamentos. A norma também define obrigações, direitos e deveres dos colaboradores e da empresa contratante. Os trabalhadores que se neguem a utilizar os dispositivos de proteção ou que ignorem as diretrizes de segurança estão passíveis de receber advertências verbais ou escritas. Também podem haver suspensões e até o definitivo desligamento da organização. A empresa também responde judicialmente na falta de suas obrigações em relação às normas. A NR-06 prevê:

 

  • Definição de EPI;
  • Comercialização do equipamento apenas com selo de aprovação do MTE;
  • Gratuidade e conservação do material;
  • Recomendações de uso;
  • Responsabilidades, obrigações e cuidados.

 

 O que é Saúde Ocupacional e sobre o que ela trata?

 

Saúde ocupacional é o conjunto de métodos e estudos que visam cuidar e manter a saúde do trabalhador. Assim ajuda a evitar que ele adquira doenças advindas da sua atividade laboral (direta ou indiretamente). É através da saúde ocupacional que esse trabalhador realiza seus exames admissionais, periódicos e demissionais. É esse mesmo sistema o responsável pela emissão de qualquer homologação referente a atestados médicos. Principalmente tratando-se de doenças laborais.

 

O papel da saúde ocupacional é garantir que o trabalhador mantenha sua integridade física e psicológica quando e durante o exercício de suas atividades. Sem qualquer prejuízo a sua qualidade de vida. O trabalho não pode e nem deve ocasionar danos ao colaborador que o serve. Saúde ocupacional é um direito do trabalhador garantido pelo MTE. A falta em quaisquer serviços relacionados a esse sistema por parte da empresa contratante poderá ocasionar determinações de sanções legais sobre a organização.

 

Além de tudo, manter esse serviço em dia garante o bem-estar e motivação dos funcionários e evita falhas por cansaço ou doença. Incidentes que poderiam acarretar problemas ainda maiores à companhia. Principalmente tratando-se de atividades laborais de alto risco como trabalho em altura ou com eletricidade. Com boa saúde e motivação por parte dos funcionários, a empresa contratante obtêm melhor aproveitamento da mão-de-obra, evita entrega de atestados médicos e garante qualidade, eficiência e eficácia em seus serviços.

 

Garantir a manutenção da saúde dos funcionários faz parte das boas práticas de segurança de qualquer companhia ou empresa. Também é através da saúde ocupacional que é possível se estabelecer melhores políticas e diretrizes de proteção ao quadro de colaboradores quando for necessário.